Conferencia en Lisboa sobre la debatida inscripción rupestre de Cabeço das Fráguas (29-6-13)

© Museu de Guarda - Portugal Romano

El próximo sábado 29 de junio a las 3 de la tarde tendrá lugar en el rico Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, en el espléndido marco del famoso Monasterio de los Jerónimos de Belém, de cuya fundación por el gran José Leite de Vasconcellos (1858-1941: bio y obras) se están celebrando ahora los 120 años, una conferencia a tono con todo ello. La impartirá el Prof. Dr. Amílcar Guerra, del Centro de Arqueologia de la Universidad de Lisboa, sobre la nueva "pieza del mes" del museo.

Se trata de una de las más conocidas inscripciones portuguesas, y de las más debatidas desde su primera publicación formal en 1959. Se da por hecho que este texto rupestre in situ, en un bello cabezo

© Portugal Romano

entre los concelhos de Guarda y Sabugal (Beira Norte, muy cerca de España), está redactado en alfabeto latino y lengua lusitana. Recomiendo para hacerse una buena idea del lugar, la posible reconstrucción del santuario y otros detalles, el artículo "Santuário Lusitano-Romano de Cabeço das Fráguas", de Raúl Losada, director y editor del espléndido sitio web Portugal Romano.com

Otras inscripciones similares, cargadas de debate, son la de Lamas de Moledo y la más reciente y problemática, de Arronches.

Paso ya a transcribir, vía Archport, el texto de descripción de la conferencia (para quien tenga algún problema con esta lengua hermana, recuerdo el traductor de Google): 

Inscrição rupestre do Cabeço das Fráguas

Peça do Mês

 

O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) possui um acervo de muitos milhares, na verdade centenas de milhares, de objectos. Provém eles de intervenções arqueológicas programadas ou de achados fortuitos, tendo sido incorporados por iniciativa do próprio Museu ou por depósito ou por doação o de investigadores e coleccionadores.

Todos os períodos cronológicos e culturais, e também todos os tipos de peças, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, neste caso com relevo para as peças etnográficas, estão representados no MNA. Às colecções portuguesas acrescentam-se as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas.

O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de peças classificadas como “tesouros nacionais”.

Existe, pois, sempre motivo de descoberta nas colecções do Museu Nacional de Arqueologia e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa, e renovadamente no ano de 2013, em que o MNA celebra o seu 120º aniversário de fundação.

Inscrição rupestre do Cabeço das Fráguas (Molde del Museu de Guarda)

 

A apresentar pelo Dr. Amílcar Guerra, em 29 de Junho de 2013 às 15h

 

A inscrição do Cabeço das Fráguas, cujo original se encontra junto ao limite entre os concelhos da Guarda e do Sabugal, constitui um monumento notável a vários títulos. Desde logo pelo facto surpreendente de só em 1959 ter chegado ao conhecimento da comunidade científica, através de uma notícia publicada por Adriano Vasco Rodrigues. Foi essa publicação que permitiu a António Tovar caracterizar, pela primeira vez, uma nova língua hispânica que designou como "lusitano", abrindo o caminho a uma nova fase do estudo sobre os povos e as culturas pré-romanas peninsulares.

O monumento epigráfico corresponde a um dos raros exemplos ocidentais de transcrição, em caracteres latinos, de um texto de uma língua pré-romana. Insere num restrito grupo de vestígios em que se incluem as inscrições de Lamas de Moledo (Castro Daire, Viseu), Arroyo de la Luz (Cáceres) e Arronches (Portalegre), essenciais para estabelecer o quadro linguístico e cultural do Ocidente hispânico no período de transição entre os mundos pré-romano e romano. Na generalidade tem-se apontado para todos eles uma cronologia centrada no séc. I d. C.

A boa qualidade de gravação faz com que não se registem praticamente hesitações na sua leitura. Já quanto à sua interpretação nem tudo é tão claro. De qualquer modo, parece ser consensual que a epígrafe dá conta de um sacrifício múltiplo em que se oferecem pelo menos 2 cordeiros, um porco e um touro, o que levou António Tovar a aproximar este ritual de uma prática idêntica bem conhecida em contexto romano (a dos suovetaurilia) em que se envolvem os mesmos animais. Esse acto sacrificial dedica-se a várias divindades locais, entre as quais se incluem seguramente Labbo, Trebarune e Reve e, para muitos autores, também Trebopala e Iccona Loimina.

Em suma, um monumento extraordinário, mas até ao momento oculto nas serranias da Beira, que agora se replica num lugar onde habitam as Musas que induzem o gosto pelo saber.

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